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#Combo: como anda o desenvolvimento sustentável no Brasil? Um panorama geral

natureza e sol

Quantas vezes você já ouviu que o Brasil é o país do futuro? Apesar da natureza exuberante e dos recursos naturais em abundância, nosso país enfrenta grandes desafios para um desenvolvimento sustentável. 

Em muitos casos, o que divide opiniões nessa discussão em nosso país é como conseguir conciliar os objetivos econômicos aos de preservação ambiental. Assim, as ações políticas, as necessidades da população e até mesmo a nossa cultura entram em jogo. 

Por isso, aqui nesse texto, separamos algumas informações que vão ajudar você a compreender como nosso país se posiciona para um desenvolvimento sustentável, a partir dos tópicos:

O que é desenvolvimento sustentável?

Desenvolvimento sustentável no mundo: a agenda 2030

Os compromissos do Brasil 

– O potencial da  matriz energética brasileira

Economia e sustentabilidade: Energia Solar para o presente

Quais são nossos maiores desafios para o desenvolvimento sustentável?

Aqui na Arion, acreditamos que a união de ideias e ações podem produzir alternativas interessantes para chegar nos dois objetivos. Por isso, com este conteúdo, queremos apresentar a você uma série de informações relevantes para atingí-los.

Além disso, é importante lembrar que este material faz parte do combo de conteúdos “Conversas sobre energia e meio ambiente”. Nele, oferecemos 09 conteúdos gratuitos em diversos formatos para nossos clientes, parceiros e amigos pensarem nas alternativas para um desenvolvimento sustentável. Conheça e baixe os conteúdos aqui a hora que quiser.

O QUE É DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?

Em linhas gerais, o desenvolvimento sustentável propõe uma ideia de crescimento e progresso por meio de um modelo que não esgote ou comprometa os recursos naturais para o futuro. Assim, essa proposta é capaz de suprir as necessidades globais considerando ações necessárias para que a preocupação com a natureza seja máxima. 

Desenvolvimento sustentável no mundo:
a agenda 2030

imagem das metas da agenda de desenvolvimento sustentável 2030 ONU

Apontada como um dos momentos políticos  de maior relevância para as questões ambientais no mundo, a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável foi realizada em setembro de 2015 no Rio de Janeiro, e conseguiu unir 193 países em torno de objetivos em comum para o desenvolvimento sustentável no mundo.

O resultado foi a criação de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com 169 metas associadas de forma integrada, intitulado “Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A proposta é que cada país cuide das ações ambientais para garantir os resultados nos próximos 15 anos.

No documento oficial, disponível no portal da Organização das Nações Unidas (ONU), os  líderes apontam os principais desafios a serem superados na agenda:

Nosso mundo hoje

“Encontramo-nos num momento de enormes desafios para o desenvolvimento sustentável. Bilhões de cidadãos continuam a viver na pobreza e a eles é negada uma vida digna. Há crescentes desigualdades dentro dos e entre os países. Há enormes disparidades de oportunidades, riqueza e poder. A desigualdade de gênero continua a ser um desafio fundamental. O desemprego, particularmente entre os jovens, é uma grande preocupação. Ameaças globais de saúde, desastres naturais mais frequentes e intensos, conflitos em ascensão, o extremismo violento, o terrorismo e as crises humanitárias relacionadas e o deslocamento forçado de pessoas ameaçam reverter grande parte do progresso do desenvolvimento feito nas últimas décadas. O esgotamento dos recursos naturais e os impactos negativos da degradação ambiental, incluindo a desertificação, secas, a degradação dos solos, a escassez de água doce e a perda de biodiversidade acrescentam e exacerbam a lista de desafios que a humanidade enfrenta. A mudança climática é um dos maiores desafios do nosso tempo e seus efeitos negativos minam a capacidade de todos os países de alcançar o desenvolvimento sustentável. Os aumentos na temperatura global, o aumento do nível do mar, a acidificação dos oceanos e outros impactos das mudanças climáticas estão afetando seriamente as zonas costeiras e os países costeiros de baixa altitude, incluindo muitos países menos desenvolvidos e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento. A sobrevivência de muitas sociedades, bem como dos sistemas biológicos do planeta, está em risco.”

Os compromissos do Brasil

A partir de uma série de apontamentos sobre os desafios mundiais, a reunião resultou em 17 objetivos com ações detalhadas e voltadas para a prática. Confira quais são elas.

Objetivo 1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares

Objetivo 2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável 

Objetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades 

Objetivo 4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos 

Objetivo 5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas 

Objetivo 6. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos 

Objetivo 7. Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos 

Objetivo 8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos 

Objetivo 9. Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação 

Objetivo 10. Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles 

Objetivo 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis 

Objetivo 12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis

Objetivo 13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos 

Objetivo 14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável 

Objetivo 15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade 

Objetivo 16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis 

Objetivo 17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Para cumprir todos os objetivos com os quais se comprometeu, o Brasil ainda tem um longo caminho pela frente. Por isso, é preciso que cada governo se comprometa a cumprir as ações, independente de posicionamentos políticos, afinal, em 2030 é preciso apresentar os resultados.

Infelizmente, os números que temos até agora não são animadores. De acordo com reportagem do portal de notícias G1, a auditoria anual das contas do Ministério do Meio Ambiente mostra que o ministro Ricardo Salles, da equipe de Jair Bolsonaro (ALIANÇA) deixou de seguir o planejamento estratégico voltado ao Meio Ambiente.

Em 2019, o ministério executou somente uma pequena parcela do orçamento para programas de mudança do clima e conservação da biodiversidade e não lançou editais para pesquisa nessas áreas, como informa relatório publicado no dia 21 de agosto de 2020 pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Em relação à mudança climática, dos R$ 10,3 milhões autorizados no orçamento, 13% foram efetivamente utilizados. Já o percentual de execução para conservação e uso sustentável da biodiversidade também foi parecido — 14%.

O potencial da matriz energética brasileira

hidrelétrica no brasil

O Brasil, atualmente, tem 83% de sua matriz elétrica originada de fontes renováveis – isso porque a energia das hidrelétricas também é considerada fonte limpa (água). No entanto, ela traz outros impactos ambientais devido à sua estrutura física de grande porte – como o comprometimento de ecossistemas nos quais está inserida.

De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, a participação em nossa matriz é liderada pela hidrelétrica (63,8%), seguida de eólica (9,3%), biomassa e biogás (8,9%) e solar (1,4%). 

Ficou surpreso com o percentual da Energia Solar?

Na Arion, procuramos discutir o cenário energético do país e as aberturas políticas e econômicas para alternativas como a Energia Solar. Com uma irradiação média anual entre 1.200 e 2.400 kWh/m²/ano, muito acima da média europeia, nossa potência para projetos solares ainda é pouco aproveitada.

Uma das razões para essa adesão lenta é que empresas e clientes residenciais parecem pesar mais o investimento inicial do que uma vida inteira de economia, tendo a conta de luz “paga pelo sol”. Mas por que isso acontece?

Em primeiro lugar, a própria ideia de investimento é um tanto desconhecida para muitas pessoas. O imediatismo dos benefícios perceptíveis logo após uma compra física acaba entrando em conflito com a perspectiva de um benefício a longo prazo. Assim, inicialmente, muitas pessoas desistem do investimento e preferem pagar o valor que poderia gerar economia duradoura em impostos e tarifas advindas das Distribuidoras.

Para empresários, essa realidade não muda muito. Os gestores, em geral, preocupam-se mais com o tempo de retorno do investimento sem considerar que, ao pagar as tarifas de energia elétrica consomem uma energia que nunca dá retorno.

Outra razão para essa impopularidade é o desconhecimento das alternativas e versatilidade da geração solar. Com possibilidades de financiamento disponíveis no mercado, ela apresenta modalidades de geração capazes de distribuir a economia gerada por meio de cooperativas (para pessoas físicas) e consórcios (para pessoas jurídicas).

Economia e sustentabilidade: Energia Solar para o presente

Além da independência em relação às Distribuidoras, a produção de energia solar não sofre a incidência de impostos (ICMS). Além disso, não possui as variações do sistema convencional. Com isso, está livre das bandeiras tarifárias, garantindo estabilidade e preços mais baixos na conta de luz.

Além disso, a instalação do sistema colabora para a redução de impactos no meio ambiente, pois não gera emissão de poluentes, ruídos ou resíduos na atmosfera. Por fim, o payback médio para empresas na Baixa Tensão e residências tem ficado abaixo de 4 anos, para um sistema que tem garantia de performance de 25 anos. Ou seja, daqui a 25 anos o sistema estará gerando pelo menos 80% do montante de energia do momento da instalação.

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Uma alternativa para empresas: 20% de economia com zero investimento

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Quais são nossos maiores desafios para o desenvolvimento sustentável?

Até aqui você conferiu como o mundo se prepara para lidar com o cenário desafiador envolvendo o desenvolvimento sustentável. Mas quais são os principais desafios no Brasil?

Além dos políticos e econômicos, nosso país enfrenta três obstáculos centrais: o desinteresse, a desinformação e a desigualdade social. No primeiro caso, isso significa que mesmo entre empresas e pessoas que entendem a necessidade da preservação ambiental, há aqueles que não se importam ou não se mobilizam para mudar pois não se sentem impactados por elas.

Já no caso da desinformação, o principal obstáculo é não entender a urgência de se repensar hábitos de consumo e formas de produção, pois o conhecimento sobre esses assuntos não fazem parte da realidade daquela pessoa. 

Infelizmente, no caso da desigualdade social, é quando a pessoa compreende a necessidade de mudar, deseja fazer a mudança, mas mal tem recursos para o básico como comida, moradia, água, energia e o dinheiro para transporte público.

Por isso, a mobilização em torno do desenvolvimento sustentável precisa vir acompanhada de políticas públicas que repensem o bem-estar da população e também a necessidade de crescimento das cidades.

O  planejamento urbano incluindo a criação de espaços públicos voltados para a vivência sustentável com a participação dos moradores é uma boa forma de começar essas mudanças.

Em entrevista ao portal da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Professor Doutor em Administração pela FGV, Luciel Henrique de Oliveira, cita boas práticas que já funcionam hoje no Brasil e que estão voltadas para o desenvolvimento sustentável. Para conferir a entrevista completa, clique aqui.

Exemplos de boas práticas:

Boas soluções urbanísticas adotadas em Curitiba;

Institucionalização da análise da pegada ecológica em Campo Grande;

Incentivo de uso bicicleta e a ampliação das ciclovias em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro;

Gestão integrada com formulação de planos estratégicos para o desenvolvimento sustentável, em Campinas. Além de consolidarem as bases para a conservação ambiental, essas ações se articulam para o ordenamento territorial do município.

Preservação de áreas verdes, a arborização urbana e recuperação de áreas degradadas, utilizando as mudas de árvores nativas em João Pessoa;

Programa de orçamento participativo em Porto Alegre;

Projeto Banco Palmas de moeda social, em Fortaleza, no âmbito de economia dinâmica e sustentável;

Projeto Formação em Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania, em Macapá;

Também em pequenas cidades existem bons exemplos, como a troca lixo reciclável por material escolar, em Ipameri (GO) e o projeto Projeto Florir, em Toledo (PR), que é um programa de fortalecimento comunitário, tendo como público-alvo adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Organizações de catadores de materiais recicláveis, que promovem a coleta seletiva por meio de conscientização da população sobre a importância da reciclagem para a preservação ambiental, assim como a inclusão e o desenvolvimento social. Exemplos como este ocorrem em muitos municípios do país.

Agora que você já conferiu um panorama sobre o desenvolvimento sustentável no Brasil, que tal conhecer práticas sustentáveis para serem colocadas em prática hoje? Acesse nosso formulário e continue descobrindo alternativas que auxiliem você e a sua empresa a lidar com esses desafios.